
" Regressamos assim à imaginação. A essa louca por vezes fascinante e por vezes furiosa que mora no sótão. Ser romancista é conviver felizmente com a louca lá de cima. É não ter medo de visitar todos os mundos possíveis e alguns impossíveis. Tenho outra teoria (tenho muitas: resultado da frenética laboriosidade da minha razão), segundo a qual os narradores somos seres mais dissociados ou talvez mais conscientes da dissociação que os outros. Isto é, sabemos que dentro de nós somos muitos"
MONTERO, Rosa. A Louca da Casa. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004. Pág 21 e 22
"Ah, a vaidade do escritor....Podemos chegar a ser uma verdadeira peste.Talvez por nossa especial dependência do olhar alheio, ou porque a falta de critérios objetivos na hora de julgar um romance sempre nos deixe um pouco inseguros, sempre um pouco no ar; mas a vaidade, para nós, é de fato como uma droga pesada, uma injetada de reconhecimento externo que, como toda droga, nunca sacia a necessidade de aprovação de que padecemos."
"Ah, a vaidade do escritor....Podemos chegar a ser uma verdadeira peste.Talvez por nossa especial dependência do olhar alheio, ou porque a falta de critérios objetivos na hora de julgar um romance sempre nos deixe um pouco inseguros, sempre um pouco no ar; mas a vaidade, para nós, é de fato como uma droga pesada, uma injetada de reconhecimento externo que, como toda droga, nunca sacia a necessidade de aprovação de que padecemos."
MONTERO, Rosa. A Louca da Casa. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004. Pág 82 e 83
Para a autora a criação, a imaginação anda lado a lado com o romancista, e este não teme qualquer que seja sua idéia, não teme ser bobagem ou sem razão, pois sabem apreciar e usar sem críticas sua imaginação. Por outro lado, em outro trecho do livro, ela descreve a vaidade que ao meu ver é uma "censura" para essa liberdade de escrever: a vaidade atormenta, já que os ecritores dependem da aprovação de seus leitores e isso acho, muitas vezes inibe ou dificulta a criação de um texto.
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