quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Felicidade Clandestina

Adorei. Adorei o texto. Que inveja tenho dessas histórias, sinto até uma nostalgia, uma saudade de alguma coisa que não vivi. Que delícia essa vontade de ler, de ter, de devorar um livro. De curtir, de saborear bem devagar, pra durar pra sempre!
Eu adoro ouvir essas histórias de infâncias, de memórias, de querer ardentemente alguma coisa, e nem importa se você vai conseguir ou não, o que é gostoso é querer mesmo, é ir pulando pela rua a espera do livro, a esperança.
A imaginação que se faz do objeto desejado, a mente da criança, a impressão que fica da menina má e da sua mãe que salva.
Foi bom esse contato com o texto da Clarice Lispector. Agora sei que o que gosto de ler mesmo são histórias.

Felicidade Clandestina, Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Rocco, 1998

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Meu diário

Estou começando a "arrumar" um espaço que eu me sinta bem para ler e escrever.
Hoje acordei cedo e vim para o computador, direto para o blog, corzinhas, foto, layout, edição de textos. Preciso desse silêncio matinal, estou sozinha e consigo organizar minhas idéias melhor.

Conversei com meus pais e não descobri muitas coisas sobre minha alfabetização e meus processos de leitura e escrita, mas retomei alguns diários BEM antigos, e alguns bilhetes, cartas....Nossa engraçado, tenho a impressão que logo perdia o interesse pelo que estava fazendo.
Comecei a escrever no diário com muita empolgação, tinha 9 anos, contava história de meninos, das minhas primas, da minha irmã, da moda (hahaha, eu tinha duas mini saias e dois mini vestidos!). Falei sobre minha relação com as minhas amigas, tinha uma letra boa e me pareceu divertido a maneira como escrevi. Mas logo parei. O diário está pela metade. Não achei mais graça.

Noto isso hoje em dia, não acabo alguns dos livros que começo a ler. Deixo o final para ler depois, e nunca retomo e acabo. Primeiro pensei que tinha pena de acabar o que estava gostando e me distraindo, mas agora revendo minhas anotações mais antigas, vejo que posso ter perdido o interesse no diário e nos livros inacabados, será?

Gosto de escrever e-mails, gosto de conversar e resolver assuntos pendentes, quando acho difícil falar (quase sempre), recorro as "cartas" e me faço entender bem.
Não gosto de reler o que escrevo. Se o faço, vou logo apagando e reescrevendo, acho que fico insegura, achando que não está tão bom, talvez a prática vá me dando mais segurança. Vou tentar.


Agora vou ler o texto da Clarice Lispector.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Catar feijão

Ontem foi meu primeiro exercício de tentar entender o que se passa comigo quando estou lendo.
Curioso, que ao anotar, percebi que, conforme já havia notado, preciso de extrema concentração para compreender um texto, para que ele me chame atenção.
Preciso de silêncio, preciso estar sem nenhuma preocupação, sem nenhuma pressão, com a cabeça tranquila e vazia e de preferência sozinha.
Fico impressionada em como as pessoas tem mais facilidade para concentração, as vezes no metrô, no ônibus, com música, num ambiente de conversa, com a TV ligada, conseguem ler, estudar, escrever, criar... pra mim essa prática requer mais zelo.
Lembro que tinha dificuldade em estudar em grupo. Para entender um texto por exemplo, precisava ler para o grupo em voz alta, não conseguia me concentrar se outra pessoa o fizesse, precisava ler de novo, assim o texto ficava mais claro pra mim.
Hoje, vou conversar com meus pais para saber como foi meu processo de aprendizagem, o que eu gostava de ler, retomar meu diário, minhas "agendas".
Estou começando a gostar de escrever. Fiquei curiosa.

A educação pela pedra e depois, João Cabral de Melo Neto. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Novidade

Esta é a primeira vez que eu faço um blog, estou achando uma delícia!
Acho que vou gastar horas do meu dia arrumando e escrevendo coisinhas aqui.
Quando tiver mais tempo, venho aqui contar mais um pouquinho...