Depois de ler a postagem do blog da Márcia, fiquei pensando se deveria fazer esse exercício de "ler para aprender" os livros que teremos que apresentar para a classe.
Eu tenho que ler "A louca da casa" e acho que não vou conseguir fazer esse esquema de aprendizado que fazemos em textos mais difífeis, em todo livro.
Não tenho muita facilidade para ler, fico com preguiça e acabo parando, se tiver que ler para aprender, lembrando tudo de importante acho que não vou acabar o livro!
Talvez a falta de prática, ou a "obrigação" da leitura me faça desistir. Também o fato de ainda não estar conseguindo me adequar perfeitamente em um ambiente propício, ou arrumar tempo para desfrutar com prazer da leitura, também me atrapalhe.
Acabo tendo que reler o que já li, quando retomo o livro na página que eu parei, tenho sempre que voltar algumas, pois percebo que não estou prestando atenção, não consegui absorver nada.
Para captar o melhor da leitura acho que não posso estar com nenhuma outra preocupação, e só o fato de ter que ler, ter uma data pra apresentar, como uma tarefa de trabalho, me distrai e me atrapalha ao ponto de não conseguir avançar na leitura.
Quem sabe os esquemas sugeridos para aprender com a leitura, apesar de tomar muito mais tempo, me auxiliem na compreensão do livro.
quinta-feira, 27 de março de 2008
Maricota

A minha sobrinha Maria é uma figura!
A filha da Ana, minha irmã, tem 4 anos. A Ana trabalha desde os 18 anos em agência de propaganda, e muito. Faz ginástica, cuida da casa e dos filhos, faz massagem com a Madalena quando dá, visita a avó e os pais com frequência, e é uma irmã muito presente!
Hoje mora com a Maria e com o Fabio que tem 6 anos. Eles tem MUITAS atividades além da escola e a Ana consegue participar de quase todas...
A Maria sempre foi precoce, ela dá baile no irmão mais velho (que eu amo de paixão, meu dindo predileto!), faz comentários de adulta, percebe bem o que está acontecendo, acolheu o irmão que voltou a fazer xixi na cama quando os pais se separaram, elabora frases memoráveis, escolhe o que vai vestir, tem uma personalidade bem forte e faz tudo sozinha: come, dorme, toma banho e amarra o tênis.
O ano passado, a Ana estava organizando uma festinha de aniversário pra ela na casa da minhã mãe. Encomendou docinhos, recreação, mandou fazer o bolo, contratou a Cinderela para fazer uma surpresa pra Maria, etc.
A duas semanas da festa, na tarde de um domingo em casa, a Ana, que estava cheia de coisas no trabalho, lembrou que precisava fazer a lista de convidados e preencher os convites. A Maria estava por ali. "Ai meu Deus, tenho que fazer seus convitinhos" disse a Ana subindo as escadas. Maria foi trás dela, sentou-se no sofá ao lado do telefone e disse: "Mãe, você está estressada! Esquece os convites, faz amanhã. Eu vou ligar pra Madalena vir aqui!"
Não é o máximo uma menina que ainda vai fazer três anos pensar nisso?
A filha da Ana, minha irmã, tem 4 anos. A Ana trabalha desde os 18 anos em agência de propaganda, e muito. Faz ginástica, cuida da casa e dos filhos, faz massagem com a Madalena quando dá, visita a avó e os pais com frequência, e é uma irmã muito presente!
Hoje mora com a Maria e com o Fabio que tem 6 anos. Eles tem MUITAS atividades além da escola e a Ana consegue participar de quase todas...
A Maria sempre foi precoce, ela dá baile no irmão mais velho (que eu amo de paixão, meu dindo predileto!), faz comentários de adulta, percebe bem o que está acontecendo, acolheu o irmão que voltou a fazer xixi na cama quando os pais se separaram, elabora frases memoráveis, escolhe o que vai vestir, tem uma personalidade bem forte e faz tudo sozinha: come, dorme, toma banho e amarra o tênis.
O ano passado, a Ana estava organizando uma festinha de aniversário pra ela na casa da minhã mãe. Encomendou docinhos, recreação, mandou fazer o bolo, contratou a Cinderela para fazer uma surpresa pra Maria, etc.
A duas semanas da festa, na tarde de um domingo em casa, a Ana, que estava cheia de coisas no trabalho, lembrou que precisava fazer a lista de convidados e preencher os convites. A Maria estava por ali. "Ai meu Deus, tenho que fazer seus convitinhos" disse a Ana subindo as escadas. Maria foi trás dela, sentou-se no sofá ao lado do telefone e disse: "Mãe, você está estressada! Esquece os convites, faz amanhã. Eu vou ligar pra Madalena vir aqui!"
Não é o máximo uma menina que ainda vai fazer três anos pensar nisso?
quarta-feira, 26 de março de 2008
Como Escrevo? Carlos Drummond de Andrade
"Eu sou inteiramente partidário da idéia da inspiração. Seja banal, antiquado, mas sem inspiração não se faz nem se escreve nada. A pessoa adquire a técnica de se comunicar e tem facilidade, como eu tenho, de escrever coisas. Mas aquela coisa profunda que vem das entranhas da gente, isto é inspiração... Quando estou criando um poema, eu sinto uma certa exaltação física, um certo ardor. (Pausa) Não, não exageremos; também não é um estado de transe, de levitação. Mas sinto uma espécie de emoção particular que me impele a escrever. E isso me surge até em horas imprevistas, diante de um espetáculo, de uma criança dormindo na rua, um cachorro mexendo com o rabo, uma moça. Qualquer destas coisas pode provocar na gente um estado poético. Ao lado disso, há o lado crítico, depois."
Fonte: Jornal da Tarde. São Paulo, 19 de outubro de 1986
Fonte: Jornal da Tarde. São Paulo, 19 de outubro de 1986
quarta-feira, 19 de março de 2008
Mais educação de qualidade
Domingo lí uma entrevista no Estadão com a Neca Setubal.
Ela é socióloga e dava aulas no Mackenzie, quando teve filho resolver ficar mais em casa, leu Piaget, se encantou e mais tarde foi trabalhar com educação.
Junto com duas amigas criou uma pré-escola e depois acabou ficando a frentre de uma ONG a "Centec" que se preocupa em elaborar projetos pedagógicos e materiais didáticos para as escolas dos municípios mais carentes do Brasil.
O que me chama a atenção é ela dizer que mais do que a falta de emprego, a qualificação do povo é um problema que a preocupa. Para um país se tornar desenvolvido, a educação básica deve ser de qualidade e com esse abismo entre escolas e professores e a falta deles no ensino médio, isso ainda está longe de acontecer.
Precisamos pensar que o Estado, que deveria por si só dar conta dessa demanda tão urgente, não consegue educar com qualidade todas as suas crianças, portanto essas organizações são tão importantes.
É muito bacana que uma herdeira do grupo Itaú se preocupe e trabalhe com esse problema, já que a principal saída para o Brasil seja a educação de qualidade.
Ela é socióloga e dava aulas no Mackenzie, quando teve filho resolver ficar mais em casa, leu Piaget, se encantou e mais tarde foi trabalhar com educação.
Junto com duas amigas criou uma pré-escola e depois acabou ficando a frentre de uma ONG a "Centec" que se preocupa em elaborar projetos pedagógicos e materiais didáticos para as escolas dos municípios mais carentes do Brasil.
O que me chama a atenção é ela dizer que mais do que a falta de emprego, a qualificação do povo é um problema que a preocupa. Para um país se tornar desenvolvido, a educação básica deve ser de qualidade e com esse abismo entre escolas e professores e a falta deles no ensino médio, isso ainda está longe de acontecer.
Precisamos pensar que o Estado, que deveria por si só dar conta dessa demanda tão urgente, não consegue educar com qualidade todas as suas crianças, portanto essas organizações são tão importantes.
É muito bacana que uma herdeira do grupo Itaú se preocupe e trabalhe com esse problema, já que a principal saída para o Brasil seja a educação de qualidade.
sábado, 15 de março de 2008
Sobre o quê escrever bem?
Eu estou aqui em casa e pensando o quanto é difícil escrever. Tenho vontade de escrever um conto, mas quando penso sobre o que vou escrever, acho que a história não é interessante, ou eu não vou conseguir passar pro papel, e desisto.
Publicar então, nossa deve ser um exercício e tanto! Por isso invejo os autores, que coragem! Pelo menos com o blog podemos ter um pouquinho dessa sensação. Escrever e ficar com aquele frio na barriga pensando o que as pessoas estão achando do quê e como escrevemos.
Já rascunhei vários esboços do que poderia vir a se tornar um texto, mas quando releio, vou resumindo tanto e acabo achando que as palavras que escolhi para contar a história não são pertinentes, mudo tudo de lugar, perco a idéia central e apago.
Ahhhh meu problema com apagar meus textos...Acho que faço isso pelas minhas características de geminiana: logo aparece outra idéia mais interessante e inicio outro conto.
Mas, eu teho fé (hehe) que em algum tempo alguma coisa sai.
Publicar então, nossa deve ser um exercício e tanto! Por isso invejo os autores, que coragem! Pelo menos com o blog podemos ter um pouquinho dessa sensação. Escrever e ficar com aquele frio na barriga pensando o que as pessoas estão achando do quê e como escrevemos.
Já rascunhei vários esboços do que poderia vir a se tornar um texto, mas quando releio, vou resumindo tanto e acabo achando que as palavras que escolhi para contar a história não são pertinentes, mudo tudo de lugar, perco a idéia central e apago.
Ahhhh meu problema com apagar meus textos...Acho que faço isso pelas minhas características de geminiana: logo aparece outra idéia mais interessante e inicio outro conto.
Mas, eu teho fé (hehe) que em algum tempo alguma coisa sai.
domingo, 9 de março de 2008
Centros de Ensino Experimental CEE
Acabei de ler um artigo na VEJA sobre um modelo de escola pública brasileira, especificamente em Pernambuco, que achei muito interessante. Claro que não é só o governo que administra essas escolas, eles têm a ajuda de empresários da região. E por conta disso, cada uma das 33 escolas que fazem parte desse programa precisam apresentar resultados e o fazem através do desempenho dos alunos.
Os professores, por sua vez, são avaliados em quatro quesitos: alunos, diretores, pais e devem alcançar metas acadêmicas e tem um bônus no salário quando são os melhores.
Os diretores que não conseguirem que seus alunos avancem nas médias, são retirados do "comando".
A carga horária é de 9 horas por dia, e os alunos são responsáveis pela preservação dos laboratórios de ciências e das salas de aulas.
Os professores, para lecionarem nessas escolas devem ser especialistas na área que lecionam, muitos são pós graduados e passam por uma prova de conhecimentos específicos. Não podem trabalhar em outras escolas, assim têm tempo suficiente para dedicação aos alunos dos CEE.
Os prédios das escolas são muito limpos e conservados, além dos laboratórios tem computadores, mas de resto são iguaizinhos a quaisquer outros prédios de escolas públicas, o que os diferencia é um programa que exige credenciais dos professores.
Acho essa iniciativa além de maravilhosa, indispensável para o crescimento do Brasil. É uma experiência que está dando certo, inserindo alunos da rede publica em universidades federais. Gente do interior de Pernambuco que imaginava seu futuro na roça, hoje está cursando química industrial.
Não seria maravilhoso que todas as escolas públicas brasileiras passassem a adotar esse programa?
Os professores, por sua vez, são avaliados em quatro quesitos: alunos, diretores, pais e devem alcançar metas acadêmicas e tem um bônus no salário quando são os melhores.
Os diretores que não conseguirem que seus alunos avancem nas médias, são retirados do "comando".
A carga horária é de 9 horas por dia, e os alunos são responsáveis pela preservação dos laboratórios de ciências e das salas de aulas.
Os professores, para lecionarem nessas escolas devem ser especialistas na área que lecionam, muitos são pós graduados e passam por uma prova de conhecimentos específicos. Não podem trabalhar em outras escolas, assim têm tempo suficiente para dedicação aos alunos dos CEE.
Os prédios das escolas são muito limpos e conservados, além dos laboratórios tem computadores, mas de resto são iguaizinhos a quaisquer outros prédios de escolas públicas, o que os diferencia é um programa que exige credenciais dos professores.
Acho essa iniciativa além de maravilhosa, indispensável para o crescimento do Brasil. É uma experiência que está dando certo, inserindo alunos da rede publica em universidades federais. Gente do interior de Pernambuco que imaginava seu futuro na roça, hoje está cursando química industrial.
Não seria maravilhoso que todas as escolas públicas brasileiras passassem a adotar esse programa?
quinta-feira, 6 de março de 2008
O implacável tempo que não para
Hoje eu percebi que quanto mais coisas temos para fazer mais coisas conseguimos fazer no mesmo dia.
Na sexta-feira passada soube que tive dispensa das duas matérias que são dadas para o primeiro período na segunda e na terça-feira. Fiquei aliviada, já que como trabalho o dia inteiro estava difícil de arrumar tempo para fazer minhas coisinhas, como manicure, super mercado, ginástica etc. Achei que nesses dois primeiros dias da semana iria conseguir fazer o que precisava, me organizar pra ler o que tenho que ler pra faculdade, arrumar tempo pra todas essas coisas que estavam esquecidas, sem tempo.
Ví que não é assim.
Como imaginei no domingo, quando ainda tinha muito tempo para fazer minhas tarefas para quarta-feira, não fiz nada. Fui deixando, deixando, até que chegou quarta-feira à tarde e eu não tinha fichado o texto para a aula de filosofia. Não tinha lido o texto do Italo e nem o texto de história.
Acabei fichando o texto ontem a tarde, e hoje, claro, não deu tempo de ir pra ginástica.
Preciso me organizar e dividir meu tempo como se só tivesse aquela horinha livre pra fazer tudo o que preciso.
Difícil tarefa não?
Na sexta-feira passada soube que tive dispensa das duas matérias que são dadas para o primeiro período na segunda e na terça-feira. Fiquei aliviada, já que como trabalho o dia inteiro estava difícil de arrumar tempo para fazer minhas coisinhas, como manicure, super mercado, ginástica etc. Achei que nesses dois primeiros dias da semana iria conseguir fazer o que precisava, me organizar pra ler o que tenho que ler pra faculdade, arrumar tempo pra todas essas coisas que estavam esquecidas, sem tempo.
Ví que não é assim.
Como imaginei no domingo, quando ainda tinha muito tempo para fazer minhas tarefas para quarta-feira, não fiz nada. Fui deixando, deixando, até que chegou quarta-feira à tarde e eu não tinha fichado o texto para a aula de filosofia. Não tinha lido o texto do Italo e nem o texto de história.
Acabei fichando o texto ontem a tarde, e hoje, claro, não deu tempo de ir pra ginástica.
Preciso me organizar e dividir meu tempo como se só tivesse aquela horinha livre pra fazer tudo o que preciso.
Difícil tarefa não?
Os Amores Difíceis
Acabei de ler o conto do Italo Calvino: "A aventura de um leitor".
Nesse calor, me deu uma vontade louca de estar nesse "promontório" com o mar azul, deitada na toalha lendo um livro delicioso. Aliás, essa definição do autor me chamou muito atenção. Eu gosto disso: narrativas de fatos, histórias, enredo de vidas humanas. Isso é exatamente o que me dá prazer, preciso ler histórias.
Fiquei sentindo o que ele sentia, o sol esquentando, a vontade louca de continuar a ler os capítulos do livro.
De repente outra paixão, e a dúvida do que fazer, o mergulho no mar, as braçadas.
Que delícia de tarde, que delícia de férias solitárias.
Nem me chocou o fato do desinteresse do Amedeo pelas ações da vida.
Estava como ele, agora querendo ir até o final do capítulo.
Não conseguia parar, estava no trabalho, com outras coisas pra fazer e nada me detinha. É claro que a tentação que se apresentou para mim era muito desinteressante perto do que Amedeo estava passando :) porém, como uma simbiose sentia o que ele sentia.
Adorei o texto, adorei o Italo, adoro o Amedeo.
Os Amores Difíceis de Italo Calvino
Nesse calor, me deu uma vontade louca de estar nesse "promontório" com o mar azul, deitada na toalha lendo um livro delicioso. Aliás, essa definição do autor me chamou muito atenção. Eu gosto disso: narrativas de fatos, histórias, enredo de vidas humanas. Isso é exatamente o que me dá prazer, preciso ler histórias.
Fiquei sentindo o que ele sentia, o sol esquentando, a vontade louca de continuar a ler os capítulos do livro.
De repente outra paixão, e a dúvida do que fazer, o mergulho no mar, as braçadas.
Que delícia de tarde, que delícia de férias solitárias.
Nem me chocou o fato do desinteresse do Amedeo pelas ações da vida.
Estava como ele, agora querendo ir até o final do capítulo.
Não conseguia parar, estava no trabalho, com outras coisas pra fazer e nada me detinha. É claro que a tentação que se apresentou para mim era muito desinteressante perto do que Amedeo estava passando :) porém, como uma simbiose sentia o que ele sentia.
Adorei o texto, adorei o Italo, adoro o Amedeo.
Os Amores Difíceis de Italo Calvino