terça-feira, 10 de junho de 2008

Questões do seminário 4

1. Os meios audiovisuais (TV, cinema, computador) interferem no interesse do leitor por leitura de qualidade? Altera a relação do leitor com o texto?

Depois de lido e compreendido o texto acho que não. Acredito que os novos meios audiovisuais são uma outra forma de informação e despertam o interesse das pessoas, porém o público leitor, na minha opinião, que têm o hábito de optar pelas leituras de qualidade sempre irá existir.
Entretanto, a formação de novos leitores é diferente. Com essa gama de informação disponível, e como o livro não é a única forma existente, os meios audiovisuais podem sim "roubar" uma fatia do mercado de livros. Sendo assim, os leitores passam a ter outras formas de leituras, através desses meios disponíveis, o que altera a relação deste leitor com o texto.

2. Será que os “instant books”, ou seja, os livros mais baratos e com textos menos complexos, que visam uma leitura mais rápida e fácil, geralmente de entretenimento, vão prevalecer na escolha dos leitores do século XXI?

Acho difícil, os clássicos sempre terão seu lugar na biblioteca de cada leitor.
Os "instant books" são, sem dúvida, fonte de interesse por serem "relaxantes" e fáceis, mas acho que para um leitor de qualidade, nada melhor que uma leitura intensa, de qualidade, a moda antiga!

PETRUCCI, A. Ler por ler: um futuro para a leitura. In: CAVALLO, G.; CHARTIER, R. A História da Leitura no Mundo Ocidental. São Paulo: Ática, 1999. vol. 2, p.203-227

terça-feira, 3 de junho de 2008

O início, o fim e o meio.

Consegui! o livro da Clarice para a roda de leitura.
Achei incrível a maneira como foi escrito: primeiro cansativo, o autor se repetia nos preparando para uma história simples; depois interessante, a gente lê num pulo só para logo saber sobre a tal nordestina.
Mas não me identifiquei com a moça, não senti pena no início, não me interessei por sua causa, passei a ter raiva dela, tal qual Rodrigo S. M. ia descrevendo sua ira por um ser tão insignificante e impotente. Depois me envolvi, quase morri de dó quando ela foi deixada pelo Olímpico...
O que realmente mais me chamou atenção (que só reparei durante nossa discussão em classe) é o fato do autor ter descrito o final do livro no início dele: "(...) Relato antigo, este, pois não quero ser modernoso e inventar modismos à guisa de originalidade. Assim é que experimentarei contra os meus hábitos uma história com começo, meio e "gran finale" seguido de silêncio e de chuva caindo."
Fico me perguntando se ela teve que retomar essa parte para escrever o final, se realmente ela pensou no final antes de escrever ou se ela foi escrevendo o livro e depois de pronto, retornou ao início para descrever o fim.
A resposta está na página 11: "Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer?"





LISPECTOR, C. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. pg 11 e 13

segunda-feira, 2 de junho de 2008

dúvida

Oi Márcia,
Não estou conseguindo entrar no seu blog! Preciso ser "convidada" com outra conta de e-mail.
Também gostaria de enviar pra vc as perguntas propostas pelo nosso seminário e também o esquema feito para apresentação.
Como faço?
beijinho
Carol