Como essa semana foi difícil pensar no que escrever no blog.
Sentei várias vezes no computador, li o blog das meninas mas não consegui arrumar assunto, talvez tenha sido influenciada pelo comentário da Márcia que me lembrou de postar sobre o objeto de estudo da oficina. Com razão, eu estava saindo totalmente do objetivo da matéria.
Retomar o meu processo de leitura e escrita na infância vai ser uma tarefa bastante difícil, já que não me lembro quase nada.
Vejo as postagens de algumas colegas que contam sobre o método de ensino das escolas onde foram alfabetizadas, de memórias quando estavam começando a escrever e ler e acho o máximo! Mas eu não tenho nenhum registro meu.Consegui resgatar meus diários, que não me deram muita informação.Lembro apenas, que já mais mocinha, meu pai lia pra mim os livros que tinha que ler pra 8ª ou 7ª série.
Eu deixava sempre pra última hora, e como tinha prova no dia seguinte de manhã, lembro que ele sentava ao meu lado no meu quarto e ia lendo em voz alta rapidamente o livro pra mim e então resumia os capítulos. Sempre me dei bem nessas provas....
Acabei de ler "A Louca da Casa" (claro que deixei pra última hora, exatamente como eu fazia naquela época, com a diferença que meu pai não leu pra mim, rsrsrs) e o início foi muito difícil, achei os livros cansativos, desinteressantes falava sobre um assunto que não me chamava à atenção de maneira nenhuma.Comecei a me empolgar quando li um pequeno "conto" sobre um dos romances da Rosa Montero, a autora, mas logo ela volta a falar sobre os escritores e seus processos de criação. Isso me entediou e eu parava de ler.
Nos dias seguintes lia mais um pouquinho e largava.
Na semana da roda de leitura, fui jantar com uma amiga e soube que "A Louca da Casa" era seu livro preferido, ela me contou algumas partes que eu não tinha lido e fiquei curiosa.
Deixei para a tarde antes da hora da aula, mas li o livro num pulo! E gostei. Confesso que pulei alguns parágrafos, li por cima outros, mas foi um prazer que nunca imaginei.
MONTERO, Rosa. A Louca da Casa. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.
Um comentário:
Carol querida, sobre o processo de
acho que ajuda muito ter livros indicados por amigos e se puder vou te ajudar como fizeram comigo,também é importante se livrar do preconceito destas leituras do tempo de escola.
Seus textos estão cada vez melhores! Agora se jogue na leitura.
Beijo
Bel
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